segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Capitulo 5 - Criando Laços.



Com Raphaela prisioneira, era difícil pensar em algum plano, pois não sabíamos a intenção do inimigo, coisa boa eu não esperava que fosse. Temos que nos preparar pra qualquer coisa, então sugeri um plano, eu ainda sentia seu cheiro, meu olfato era muito aguçado que qualquer um naquela sala, nem mesmo o de Wellington se igualava ao meu. Eu disse a eles que devíamos esperar amanhecer para fazer a busca, pois eles deixariam trilhas e rastros, Murilo e Wellington concordaram, mas Tardja havia me questionado, ela queria naquele momento começar a busca, mais insisti para que ficasse, pois naquele estado estaríamos em desvantagem, e não sabíamos a força do nosso inimigo, até que Tardja decide repousar. Aquela noite todos dormiram no carro, pois o cansaço tomava conta deles, foi um dia e tanto. Aquela noite tive dificuldade em dormir, enquanto todos dormiam levantei-me para tomar um pouco de ar, e notei que o céu estava estrelado, a lua estava cheia, e isso me lembrou de um acontecimento, Murilo e Wellington quando criança, gostavam de deitar no chão e admirar as estrelas, eles eram fascinados por elas. Vieram perguntas na minha cabeça, será que nunca mais será como antes? Será que nunca mais teremos vidas normais? Quando me dei conta já era de manhã, e precisávamos continuar pela busca, acordei todos, e pedi para que se aprontassem, pois eu estava determinado a encontra-la independente de tudo, pois havia prometido a mim mesmo. Não queria ver mais lagrimas de tristeza, já não basta eu ter perdido minha família quando criança, não queria ver Tardja chorar na minha frente.
Quando todos estavam prontos, seguimos estradas, Wellington como sempre no volante, com muito ciúme do seu carro que seu pai deixara de herança. Saímos daquele lugar, eu não consegui descrevê-lo muito bem, pois nunca tinha havia reparado. Já era aproximadamente sete horas da manhã, e estávamos naquela trilha, sem vestígios, apenas meu instinto e um fraco cheiro, pedi pra Wellington pisar fundo, pois seu cheiro estava ficando forte a cada minuto, e comentei:
_Parece que não estão mais em movimento, sinto cheiro de Raphaela cada vez mais forte.
O tempo passava e não chegávamos até o cheiro que parecia estar fora de movimento, até que surge um comentário que Murilo diz:
_Pessoal, está me dando fome, muita fome, como nunca havia sentido antes, acho que seria capaz de comer um boi.
Tardja havia compreendido o motivo de sua fome, ele já não era humano, e necessitava de sangue para se fortalecer, mas ela não contou a ele, pois se ele bebesse sangue ele ficaria com seus instintos de vampiros super aguçados, e poderia atacar qualquer pessoa no carro, ele era apenas um novato e não tinha total controle sobre seus instintos, então Tardja decide retirar o sangue do cardápio naquele momento e apenas fizemos uma pequena pausa em um posto de rodovia para lanchar, Murilo se empanturrou de lasanha, eu nunca tinha visto alguém comer tanto como ele naquele dia, eu apenas comi batata frita, enquanto Wellington comia algumas bolachas, notei que Tardja não havia comido nada.
Voltamos ao carro e seguimos trilha a frente, durante o caminho não me hesitei em perguntar:
_Tardja, notei que não comeu nada, não sente fome?
Ela me respondera de forma calma e mansa:
_Eu me alimentei muito bem no dia anterior, ainda tenho um pouco armazenado.
Tive medo de perguntar qual foi sua alimentação, mais perguntei mesmo assim:
_E o que comeu que está satisfeita até agora?
Sua resposta me assustou:
_Só alguns quilos de carne.
_Mais que tipo de carne? –pergunto assustado.
_Ah, não se preocupe, eu não sou uma vampira normal, pois meus instintos não são como os dos outros, eu consigo me controlar, apenas comi algumas pessoas que já estavam mortas e...
Murilo imediatamente se manifesta e diz com medo:
_Eu vou ser um assassino? Vou comer pessoas? Meu instinto vai ser mais forte que eu?
Tardja tenta explicar que cada vampiro possui um instinto diferente, cada um se comporta de um jeito, pois o seu instinto iríamos descobrir brevemente.
E a cada minuto que passava eu conhecia um pouco mais de nós mesmos, ou melhor, de  nossas novas vidas, cada segundo que passava minha vida parecia se tornar mais um filme, e por fim eu estava gostando.

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